ESCOLA DE ATENAS

A CASA DO CONHECIMENTO

28.12.10

O BLOG VAI MUDAR DE ENDEREÇO….

Olá!

Caros “espectadores”, depois de cerca de 2 anos e meio, em razão da premente necessidade de melhorar e ampliar os recursos audio-visuais disponibilizados neste espaço cibernético, comunico a “migração” da Escola de Atenas para o portal Blogger.

A Mudança, como salientei, irá otimizar e ampliar os recursos e funcionalidades do Blog, permitindo a voçê, que nos acompanha, maior comodidade, interação e fruição de recursos de vídeo e sonoplastia na própria página do Blog.

Não se trata de um fim ou encerramento de atividade, mas na verdade, é o início de uma nova empreitada à frente da por nós conhecida “Casa do Conhecimento”.

Devo lembrar que na nova página, reproduziremos os posts dígnos de nota criados aqui.

Espero vocês por lá.

Este é o nosso novo endereço: http://escoladeatenasjr.blogspot.com/

Atenciosamente, Júnior Lima.

Editor da Escola de Atenas.

criado por Júnior Lima    17:31 — Arquivado em: PESSOAL

25.12.10

BRASIL: A REPÚBLICA DA “MÂE JOANA”.

Sepultamento de Quércia - Créditos da Imagem: Portal “G1″

Gosto muito dos grandes temas  políticos.

Formas e sistemas de governo são, certamente, um expoente dessa temática.

A Morte de Orestes Quércia, EXXXXXXXXXX-Governador de São Paulo, me fez refletir  sobre eles.

A Reflexão diz respeito, justamente, sobre o que é a República, ou, talvez, e melhor dizendo, que diabos de República é a “República Tupiniquim”, por alguns chamada de Federativa do Brasil.

Renato Janine Ribeiro diz, em reflexão “homônima”, haver, provavelmente, nos tempos modernos, pouquíssimas repúblicas dignas de ser tratadas como tais.

Ao acompanhar o cerimonial fúnebre do dito EX-Governador, pode-se perceber, facilmente, que Janine, de fato, tem razão.

Os homens passam pela vida pública e são, desde logo, transformados em Totens políticos. Espécies de “servidores” que, uma vez  investidos de seus pomposos e “cíclicos” cargos políticos, assimilam de tal forma o poder, que passam pela vida pública sem permitir que a blindagem do poder  se afastem deles, fazendo dela profissão, passatempo e, sobretudo, um lugar seguro, longe das amarras, privações e algemas (literalmente) do mundo comum.

Levam, AINDA, por toda vida (e até para além da vida, como se pode vêr no caso do finado  EX-Governador), toda a pompa e circunstância da vida fácil dos gabinetes.

Morte de Quércia/Cerimônia Fúnebre com Oficiais Militares - Créditos da Imagem: Portal “G1″

Ouso me perguntar:

Qual Direito dá ao finado e ex-governador paulista Orestes Quércia, o direito de ser enterrado com status de Chefe de Estado? Igualmente, qual Direito dá às autoridades paulistanas a prerrogativa de enterrar um civil, cidadão comum, com honras de Chefe de Estado?

Pergunta de um troglodita insensível, um comunista subversivo, diriam alguns.

Mas a dor da morte, penso eu, não deve orientar e dessa forma distorcer nosso julgamento sobre o mundo.

A Tradição republicana, segundo informam os mais dígnos manuais, desde Aristóteles ate “Os Pensadores” do século XVIII, não conserva espaço para a “con-fusão” entre o público e o privado, tampouco para favoristismos “classistas”  ou condecorações modistas, de ocasião; que visam atender mais à caprichos políticos que aos objetivos republicanos.

Numa República de verdade, os homens não se deitam como indigentes políticos e acordam como Imperadores, Príncipes e Potestades. Numa República de verdade, a comoção da morte não ressussita títulos ou direitos nobiliárquicos.

A Facilidade com que os toques de corneta “re-criam” as autoridades em “republiquetas” como a nossa, explicam a necessidade de se dar honra a pessoas que já passaram pelo poder e que hoje, na verdade, não deveriam ser mais que “simples” cidadãos, ocultos, incógnitos entre as leis e as maõs do Estado que governam a vida pública.

Entretanto, onde quer que a Republiqueta vá, lá estará o “osso”, e a necessidade de demonstrar que ele, o “osso”, pertence a elas, às potestades vivas ou re-criadas pelo ritual fúnebre. Estas cerimônias, a bem da verdade, servem ainda para sacralizar as castas de governos, indicando que, embora o princípio republicano seja o do sacrifício da individualidade em prol da Rés Pública, não se deve esquecer que o finado, aquele que parte, que vai embora, tinha ou teve consigo o “osso”, as benécies, os cargos, a blindagem e a “mão generosa” que lhe permitia criar, re-criar e distribuir, à revelia das leis, outras pompas e circunstâncias.

O “Osso” passa, em última instância, a ser o fundamento da “República”.

Afinal, diriam os mais ousados:

Quem é a morte para separar Poder e Potestades?

Frise-se, não tenho nada contra o Quércia, aliás, que Deus o tenha.

Na verdade, ele nada tem a ver com essa “episódica” falta de senso republicano que orienta seus contemporâneos.

Se resolveram enterrar o EX-Governador (agora simples cidadão) como se Governador fosse, se deram-lhe a pompa de “estadista” como se “estadista” fosse, resta-nos suplicar para que o Garí, o Médico, o Professor, o Policial e tantos outros do baixo clero (tambem simples cidadãos), sejam tratados com tanta “consideração” republicana.

Mas na verdade, sabemos que só os “grandes” “merecem” essa consideração. (A Relativização da regra, não me entra na cabeça.)

“Ossos” e republiquetas à parte, discutir a verdadeira Repúbica é assunto demasiado longo para ser tratado na minha atual impaciência de escrever. Certamente, vou receber dos esporádicos leitores o costumeiro repúdio por não ter tolerado (nem “na” morte)  nossa eterna “farra do boi”.

Mas num país em que os meninos são educados pra jogar bola e as meninas pra “tirar a roupa”, isso não deve fazer diferença. Nem minha crítica, nem a eternização elitista do “osso”.

criado por Júnior Lima    15:55 — Arquivado em: CRÔNICA

15.12.10

A BESTA AMERICANA E A VILIFICAÇÃO DO WIKILEAKS.

Fontispício do Site WikiLeaks

Um dia alguem escreveu:

O Mundo está ficando idiota!

(Acho que fui eu).

Agora, a idiotia me parece ainda mais evidente.

As pessoas (cada vez mais ignóbeis), trocam de roupa, de time, de caráter, e sobretudo de opnião, como os cavalos trocam de estábulo:

Só é preciso uma porteira aberta ou, no máximo, a ameaça de uma chibatada.

“Ignoramos”, por exemplo, que Julian Assange é uma espécie de “boi de piranha” dos americanos.

Eles, os americanos, precisam atravessar um rio inundado de verdades inconvenientes, de mentiras secretas e de, principalmente,  “fardos políticos” que, embora verossímeis, “devem” permanecer incógnitos, invisíveis aos olhos da opnião pública.

É Engraçado como algumas pessoas estão demonizando o “Wikileaks” por revelar a opnião que o pessoal da “Disneylandia” tem sobre o resto do mundo:

“O Iraniano (referencia a Mahmud Armadnedjad) é um lunático”, “A Dilma é uma ex-rebelde sem causa, era subversiva e planejava assalto a bancos, “Os Brasileiros são acéfalos e os árabes demônios!”.

Me intriga a forma com que a “americanização” do mundo tem reformulado o juízo de valor das pessoas:

Divulgar as peripécias, as gafes e as “diarréias diplomáticas” do Tio Sam é crime, mas violar todas as regras de direitos humanos em guantânamo, no Iraque ou no Afeganistão não é!

O Que o mundo ignora, é que os crimes sexuais pelos quais o “Homem do WikiLeaks” vem sendo execrado e procurado, tem sido utilizados, na verdade, como história de cobertura para legitimar a perseguição e a cólera americana em relação a uma atividade que, no máximo, ensejaria uma “epistemiologia” jornalística.

Com seu costumeiro “pití” e nariz impinado, os Yankes da Casa Branca iniciaram a nova temporada de caça às bruxas:

Empresas mundo afora, depois dos apelos de Washington, cancelaram doações, bloquearam cartões de crédito de colaboradores da Fundação Wikileaks e até deixaram de hospedar o site “inimigo”.

A Idiotia, quem diria, corrompeu ate a nossa “corporativista” imprensa. Assande é um criminoso, gritou um tupiniquim de estábulo enlatado de Manhatam. Haja austeridade!

Será que as pessoas não sabem ou ignoram que a “Veja”, o “The Wall Street Journal”, o “Le Monde”, o “Herald Tribune”, a “Época”, a “Isto É” e 99,99999% das “grandes mídias” vasam, quase que diariamente, documentos secretos, dossiês e outras “cuecas” confidenciais tão “sigilosas quanto as do Tio Sam?

Qual o problema disso?

Por que agora o “furo jornalístico” e a “fonte de informação” se tornaram “tabus sexuais”?

Será que nossos paladinos da castidade jornalística tambem consideram a falta de camisinha como o elemento caracterizador do estupro?

Parece-me que fazer sexo sem camisinha, hoje em dia, não é apenas um risco à saúde, mas um atentado à impoluta tábua de valores do Tio Sam, que, de fato, tambem despreza outros vícios carnais, morais e religiosos.

Viva a Camisinha?

Santa Conveniência!

criado por Júnior Lima    23:03 — Arquivado em: CRÔNICA

10.12.10

A VIDA VISTA PELA JANELA…

O Mundo anda tão medíocre que, às vezes, é melhor fechar a janela de casa e se esconder…

Dos homens;

De suas obras.

Mas, principalmente, do vento que assopra do oeste:

Levando nada mais do que vento, tirado das cabeças vazias outrora “sujas” de vento!

É Melhor se esconder do mundo.

Feche as janelas de casa.

Tranque a porta e não vá às vielas. Nem dos palácios nem das palafitas. Elas corrompem. Compram o juízo que faz dela, a corrupção, uma brisa de outono;

De Inverno…

De Verão…

Venha se esconder do mundo!

Abras seus livros e abrace a solidão.

Feche seus olhos e “tape” os olvidos.

Tape os olvidos!

Ouça o silencio…

O Desespero surdo e mudo de Munch!

Ouvi tua alma.

Vai e mete-se no vazio. No escuro, no “chiaroscuro”.

Liberté!

Fuja do mundo!

Descubra a virtude da solidão. Não a dos suicidas. Nem a de infelizes pagãos.

Paga ao mundo o suficiente para liberar-se dele.

O Suficiente para os livros, para a música que exala do homem surdo de Bonn.

Mas não se esqueça das fechaduras, de óculos escuros à prova de sol, samba e verão…

Vá à praça e torna a teu convento.

Veja os homens bêbados e decrépitos. Veja mulheres vazias despidas de Joana D’ark.

Conheça a conveniência da solidão. Estarás convenientemente acompanhado quando aprendê-lo.  

Mude o mundo!

criado por Júnior Lima    11:48 — Arquivado em: CRÔNICA

4.10.10

PALHAÇO TIRIRICA: O POVO “BEM” REPRESENTADO!

Tiririca: “Pior do que tá, não fica!”

(Sera?)

Outubro de 2002:

Com Lula, disseram, “a esperança venceu o medo”.

Esperança e Medo.

Esperança de que o homem, finalmente, fosse julgado não por seu status social (representado por um, outrora, macacão sujo de graxa), mas pela firmeza de seu caráter.

Medo, de que o metalúrgico “sujo de graxa” causasse uma desgraça em nosso país.

Outubro de 2010:

Eles voltaram, esperança e medo.

(minha)Esperança de que, ENFIM, o Brasil, e seu povo medíocre, tenham encontrado um representante à altura.

(meu)Medo, de que o fundo do poço ainda não tenha chegado.

Ha! O Macacão sujo de graxa, agora foi substituído por um cafona e caricato uniforme de palhaço!

Toma que o “nariz” e seu!

criado por Júnior Lima    23:27 — Arquivado em: CRÔNICA

26.6.10

A Águia e o Corvo.

“É muito melhor se arriscar por coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que não gozam muito e nem sofrem muito, porque vivem na penumbra cinzenta que não conhece nem vitória nem derrota.”

Theodore Roosevelt

criado por Júnior Lima    13:48 — Arquivado em: PESSOAL

17.6.10

DUNGA. ODE À MEDIOCRIDADE!

Branca de Neve?

Dunga é nome de anão, diz minha memória pueril.

O Anão é, digamos, uma “metáfora” para as coisas pequenas.

Não me espanta que ele,  o Dunga, seja o técnico da “patota” canarinho. As coisas por aqui, há muito tempo, tem sido tão pequenas que só mereceriam uma metáfora à altura.

À altura do Dunga, o anão!

Dunga, e sua seleção, são a antítese das coisas grandes. Melhor, das “Grandes Coisas”. Porque grande por aqui, é a falta de senso, de vergonha e de pudor.

Esse é o país dos “Anões”! Nao dos meninos: Que se danem os meninos da vila!

“Eles” (Congresso, CBF, FPF)  preferem outros “anões”. Os do orçamento.

O Morumbi é grande. Não é coisa pra “Anão”.

“Heita” cara de Anão têm aquele Ricardo Teixeira!

Teixeira: Maldita “Branca de Neve” à brasileira….

criado por Júnior Lima    10:02 — Arquivado em: CRÔNICA

8.6.10

JUNO. ASSISTAM!

Assistir à obras de arte como “Juno” (2007), filme de Jason Reitman, nos levam a questionar o quão precoce são nossas vidas ante a grandeza das coisas que nos cercam.

Infelizmente, nossa mediocridade não permite outra Felicidade senão aquela efêmera, tenra e aos bocados.

Penso:

O Mundo poderia ser um lugar melhor.Tudo, aliás, poderia ser um pouco melhor. Inclusive o mundo.

Ou até nós mesmos!

“Juno”, um “caso” sem pretensões “hollywoodianas”. Mas que impressiona.

Impressionante!

criado por Júnior Lima    0:15 — Arquivado em: PESSOAL

5.6.10

“HIP HOP” É MÚSICA? ENTÃO VIVA A IDIOTIA!

A Segunda Criação do Homem.

Criei este Post pensando nessa geração de jovens que idolatram o Hip Hop como forma de ver e viver o mundo. Eis minha opnião:

Meu dicionário de música, e de cultura, é incompatível com esse “submundo” fonético, de palavras e neologismos estilizados que apenas mascaram a opção ostensiva de alguns homens por uma ética apócrifa, em claro conflito com o sentimento mínimo de organização coletiva.

E não venham me dizer que a expressão cultural é uma clausula sagrada da sociedade contemporânea, ou que o Hip Hop é uma forma de expressão alternativa, “um suspiro dos subúrbios”.

Enquanto condenarem o certo e proclamarem o errado, cultivando a vida atrás das grades e banalizando o limite entre o ouvido e a privada será arte non grata.

Cansei desses garotos de bonés estravagantes, vestidos com suas camisetas mensageiras do crime, encenando aquelas poses egoístas e muito, muiiiittooo egocêntricas: Já viram seus cordões de ouro, seus brincos e adereços relusentes?

Suas “pombas brancas” que sangram naquelas camisetas negras não são mais que uma forma patética de ameaça juvenil, encerrada em frases de efeito, do tipo:

“Desculpe Mãe!” ou “Vida Loka!”

Até quando o cárcere e o crime serão a tábua de valores de nossa sociedade?

Imagino que enquanto perseverar entre nós ideologias comos as que são pregadas pelo Hip Hop e suas “correntes culturais”, o mundo estará sempre em perigo:

O perigo de ser escravizado por amebas!

PS: Peço desculpas à Sociedade Protetora das Amebas em virtude de ter revelado o vínculo de parentesco entre a espécie e os Rappers. Reconheço a indignidade da filiação.

criado por Júnior Lima    18:08 — Arquivado em: CRÔNICA

20.2.10

CAPITÃO NASCIMENTO: O SOFTWARE DA MODERNIDADE!

Cuidado com as Trevas… Terribilis est locus ist!

A Força do paradígma, já dizia Freud, se confunde com a própria energia da mente. É por isso que o

endurecimento dos homens, curiosamente contrastado com o afrouxamento de seus (nossos)

padrões morais tem tornado nossa sociedade um campo tão frutífero para se prosperar a

desumanização do homem em face de nossas inquietações sociais (como o crime e a violência).

Explico:

Personagens como o do Capitão Nascimento são mais perigosos do que aparentam. São liberações

mascaradas de nosso Id, que criam um “padrão” de defesa para nos cercar de determinados

esteriótipos aferidos pelo processo mental (e socio-econômico) de segregação.

O Cap. Nascimento é o homem de carinha limpa (bonitinho e tolerável) e que faz nosso serviço sujo.

Programado para… matar, defender, punir e etc. E o mais importante: Com o pragmatismo a que se

acostumou o mundo! Como num click do controle remoto! Pois prender e processar bandidos dá

muito trabalho…

He-mans e Super-Homens ficaram pra trás! O Paradígma da alta modernidade, pragmático que

é (quase maquiavélico), não quer mocinhos ou hérois cristãos:

Quer Softwares!!!

criado por Júnior Lima    14:20 — Arquivado em: CRÔNICA

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