ESCOLA DE ATENAS

A CASA DO CONHECIMENTO

20/11/09

CHUVAS DE NOVEMBRO: THE HAPPIEST DAY OF “OUR” LIVES

“Então, não se preocupe com as trevas

Nós ainda podemos achar o caminho

Porque nada dura para sempre

Ate mesmo a chuva fria de Novembro.”

November Rain

criado por Júnior Lima    1:20 — Arquivado em: PESSOAL

02/11/09

SEXO, DROGAS E “SAMBA”: A EXEGESE DA VIDA (EM 3 TEMPOS)

Terribilis est locus ist (care…)

Há muito, muito tempo atrás, ouvi de meu Pai que pegar as “coisas” dos outros era errado, que mentir era reprovável e que fazer o bem era necessário.

Ele, “coitado”, repetiu isso inúmeras vezes. Minha mãe fazia-lhe côro. A Professora também e o Padre idem.

Cresci ouvindo esses brocardos, máximas do convívio social.

O Tempo passou. As coisas mudaram.

Reclassificaram as pessoas, as doenças e os conceitos em geral.

As pessoas envolvidas com drogas, crimes, violência e degradação moral no Brasil (e no mundo) que o digam:

-Coitado, este é mais uma vítima do sistema, um doente, um dependente químico. Pobrezinho, caiu na lábia de algum traficante maldoso!

No final, os mocinhos desabam, os traficantes viram celebridades, ganham as páginas dos jornais, revistas e a tela dos cinemas.

Stop!

Alguma coisa tá errada!

Tudo agora é doença?

Existem doenças e doenças, pessoas e pessoas, “usuários” e “usuários”… É verdade. Nem todo mundo é água da mesma bacia. Cada um tem sua história, seu “fantasma”.

O Homem não procura a Gripe, não procura o câncer, mas os contrai. De fato, existem doenças e doenças. Hoje, tenho a certeza de que a pior delas é a Doença moral.  Vivemos uma epidemia dessa praga (a variação pleonástica é proposital). E é por isso que insistimos em tratar a figura do usuário de drogas tão romanticamente.

Hoje, nem tudo parece ser como já foi um dia. Impera a política da conveniência. Não há mais “o certo” ou “o errado”, há apenas um juízo de valor que torna coisas reprováveis em  práticas toleráveis.  O Certo, o Bom e o Justo, devem agora, passar pelo crivo da conveniência. Só depois, digamos, é possível dizer, por exemplo, se o certo é mesmo certo ou se o Justo é realmente justo.

O Pragmatismo da vida moderna condena qualquer atitude tendente à fixação de valores morais. Os Valores (malditos valores) são uma barreira ao desenvolvimento, à autonomia da vontade e, principalmente, impedem o homem de dedicar-se, despudoradamente, ao prazer como estilo de vida.

“Pra quê pensar em monogamia se podemos ter duas, três ou várias mulheres?”, dizem os homens.

“Pra quê me ocupar em criar filhos seu eu posso sair por aí e ocupar espaço, sem tabus e sem essa limitação idiota (um dia romântica) de “sexo frágil”. Afinal, eu também posso trair, posso “dar à vontade” respondem as mulheres.

“Pois é, que se dane a família tradicional!”. “Eu quero viver”, unem-se em côro.

A Cultura do hedonismo não assusta muita gente. Parece, em certa medida, até inofensiva. O Fato de ser um fenômeno global torna-a ainda mais “digerível”. Se é possível dar um trago num bagulho em Amsterdã, por exemplo, “livre leve e solto”, e sobre o abrigo da lei num charmoso “coffee-house”,  nós devemos, da mesma forma, criar nossos “Cafés-Maconha”. Afinal, essa é a tendência global, e não se deve reprimir aquilo que o homem, “livre e conscientemente” opta em fazer, não fazer, provar, experimentar e sei lá o quê.

Detalhe, não nos preocupemos com os “Cafés-Maconha”: O “Narco-mercado” tratará de se auto-regular. O Liberalismo ainda vive!

Basta que o “pobre usuário” faça tudo por sua própria vontade. Que a “erva” o mate! De qualquer sorte, morrerá de prazer. Nós amamos o prazer: “Abaixo os tabus”!

Mundo paradisíaco este não?

Meu universo minúsculo não consegue acompanhar este ritmo. Mas a culpa não é do mundo. É minha, é claro. Quem mandou eu ser carêta! Quem mandou eu não jogar lixo no chão! Quem mandou eu ceder meu lugar praquele corôa na fila! Quem mandou eu não participar daquela passeata de “chapados”, os drogados bonzinhos que financiam o tráfico e tiram o sono e o sonho da sua e de nossas famílias!.

Mas o tráfico não mata, o tráfico não corrompe, o tráfico não degenera o homem. Esse papel cabe à Polícia não é? O Traficante é que é bonzinho. Policiais são sempre chatos, raramente estão “de boa”, chapados ou “ligadaços”…

Aliás, pra que Polícia? Quem precisa da Polícia?

“Preferimos um Samba”:(batucando na mesa) “tristeeeeeeeeeeza por favor vai emboraaaaaaaaaa”…

Somos “homens livres”. A Lei é um entrave. A Polícia é um entrave.

Cumprir as leis é muito chato. Parar no sinal é coisa pra “roda dura”. A multa de trânsito é uma afronta à democracia: “Nós preferimos subornar o guarda!”…

Ele, o guarda, é um sujeito safado. Nós não!!!

Vida que segue, Samba que segue.

Vamos continuar comprando nosso “bagulho”, a Polícia que se dane. Vamos continuar subornando o “guardinha”. O Governo que se lasque.

Façamos vista grossa quando nossas crianças chegarem em casa de madrugada, com seus amigos descolados, de tênis novo  e roupa que o seu dinheiro não podia comprar.  Juventude empreendedora essa.

-”Mas quando o “bicho pegar”, nós vamos mesmo é reclamar da bala perdida, da falta de escola, do político corrupto, do guarda safado e do vizinho que usou seu suado dinheirinho (limpo e honesto, só um pouco embaçado de pó) pra financiar a morte do José, da Maria, de granfinos e pobretões, do meu, e NÃO SE ESQUEÇA, DO SEU FILHO!”

“ABAIXO OS TABUS!!!”

criado por Júnior Lima    15:38 — Arquivado em: CRÔNICA — Tags:, , , ,

29/10/09

ADVOGADOS E adEvogados

Look yourself: Mas de olhos abertos…

Vou contar a história de um homem pacato, cujo apelido era Cabeçudo…

Nascera com uma, digamos, “pequena” marca pessoal:

A cabeça grande, dessas cujo chapéu comportam “fácil fácil”, uma dúzia de laranjas.

Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.

Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, sua generosa circunferência cerebral  fazia dele o preferido das gozações escolares. Mas havia um chato em particular que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

‘Tudo bom, Cabeçudo’?

O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele..

Um dia, depois do milésimo tapão na cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e ceifou-lhe a vida.

A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.

O Processo foi célere e nenhum advogado se prestava à defesa.

Depois de apelarem pra um sem par de advogados, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de ‘Aristóteles de Lima Júnior’, advogado recém formado, sem “credencias pomposas” como lapelas da AGU, e que assim como seus colegas de “bar” passara a vida academica ouvindo maus agouros de que seria “advogado de porta de cadeia”. Previsões nefastas à parte, o neófito advogado estava cheio de “prestação jurisdicional ” pra dar…

Pois não é que o ‘neo postulandi’ aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento  debruçado sobre a lide, ouvindo dos “velhos” advogados que aquele era caso perdido, e que nehuma alegação filosófica, pragmática ou jurisprudencial justificaria a agressão mortal.

Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua defesa assim:

- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:

- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.

O Advogado, porém, fingiu que não ouviu e:

- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

E o promotor:

- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!

O juiz:

- Advirto ao advogado de defesa que, se não apresentar imediatamente
os seus argumentos…

Foi interrompido pelo advogado que repetiu:

- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

O juiz não agüentou:

- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui pra fora, antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o aDVogado disse:

-Senhoras e Senhores jurados, esta Côrte chegou ao ponto em que eu queria chegar…

Vejam que, se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão…, pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado, sistematicamente, de Cabeçudo!

Cabeçudo foi absolvido e o jovem homo forensis “provou” que lapelas da AGU não ganham causa nem tornam um Homem superior a outro.

Tenho Dito!

criado por Júnior Lima    16:51 — Arquivado em: FADISETE

24/10/09

24 DE OUTUBRO DE 1929: A “ETERNA” QUINTA-FEIRA NEGRA.

Edição de época do tablóide britânico Herald London (1929).

Os oitenta anos da crise de 1929, completados hoje, trás mais lembranças nefastas ao já turbulento cenário econômico mundial.

Crise, “Crack” da Bolsa e Depressão Econômica, expressão  curiosas do economiquês e que aniversariam hoje, se tornam mais seculares, mas nem por isso deixam de assombrar o misterioso mundo do perde e ganha das ações.

Nesse ambiente, o Prêmio Nobel de economia deste ano, talvez seja um indicativo de que o apostador de dow jones tenha notado, de forma mais responsável, o círculo vicioso das crises. As sucessivas alterações na geografia do poder econômico  e a necessidade de superar essa tendência cíclica, trouxeram à baila a chamada “governança econômica” e a teoria das empresas como estruturas “para-estatais” para solução de conflitos.

Afastar as noites sombrias da economia. O antigo dilema da economia moderna.

Hoje é sabado. Mas qual será a próxima Quinta-Feira negra, as sextas, sábados e, etc… ?

O Fantasma esta aí.

criado por Júnior Lima    16:56 — Arquivado em: CRÔNICA

17/10/09

HELICÓPTERO DA PM É DERRUBADO. MAS QUEM VERDADEIRAMENTE CAIU?

Foto do Helicóptero Abatido (ou seus destroços)

Recentemente, por ocasião do lançamento da campanha da fraternidade 2009 pela Igreja Católica,(“Fraternidade e Segurança Pública: A paz é fruto da Justiça”), publiquei matéria alusiva à letargia do Estado Brasileiro face o problema da segurança pública. (reveja a publicação abaixo)

Hoje, foi inevitável retomar o assunto.

Inimigos do Estado, que alguns preferem chamar de “cidadãos em conflito com a lei” ou de “meninos sem oportunidade” derrubaram um helicóptero da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Sei que muita gente por aí deve ter comemorado o fato de que dois PMs morreram e outros tantos se “ferraram”. Não é de se espantar.

Essa é a política de nossa sociedade, apedrejar a lei e aclamar o exótico, o alternativo, o paralelo.

Que façam isso. Cuspam na Polícia. Dê a Ela seu pão mofado e sua cólera pos-ditadura.

No final, o Preço por um modelo de proteção social tão leniente não será cobrado apenas da Polícia e de seus mártires civis e militares.  Por enquanto, continuemos alimentando os inimigos do estado com o sangue de Policiais e da sociedade ordeira.

“Nossa” aeronave caiu, hoje. Amanhã o Estado desabará:

No more, No less!

Click na imagem (link) abaixo para rever a publicação

criado por Júnior Lima    22:26 — Arquivado em: LITERATURA CASTRENSE

A CUECA PETISTA E A GERAÇÃO RELAXA E GOZA…

Eduardo Suplicy à Carater

Dizem que o Povo tem o político que merece.

Eu, particularmente, discordo.

Talvez devêssemos, isto sim, repensar a ideia de que a Democracia é o remédio definitivo para todos os males. A Democracia não “cura” a decrepitude, só a acentua. A Democracia não impede a corrupção, só a torna mais plural, mais diversificada, digamos, mais “democrática”! Pior, como “estado de coisas” (democracia a que nos acostumamos) ela passa de remédio à veneno.

Maldita Democracia Tupiniquim…

Se não fosse ela, a Democracia (a de verdade), poderíamos, quem sabe, mandar à fôrca homens como o Senador sênior Eduardo Suplicy. Enforcá-lo com sua cueca vermelha não seria má ideia.

Mais o que pode uma cueca vermelha contra o ideal democrático?

Talvez nada. Talvez tudo. Depende do ponto de vista.

Andar de cueca por aí, de certa forma, e desde que recheada de dinheiro, já virou moda mesmo. Mas desfilar de cuecão pelo Congresso é novidade. A Cueca de Suplicy não ofende a moralidade média de um país que não tem padrões morais efetivamente compartilhados. Na Democracia, andar de cueca vermelha pode, morrer de fome tambem pode, votar analfabeticamente pode, o que não se pode é achar que o Congresso não é o lugar apropriado para se desfilar de roupa-de-baixo.

Será que ninguem mais vê que tudo na vida tem limite?

Já ta na hora de o Senador Suplicy ser sumariamente aposentado. O cara, num dia, canta Rap no meio de uma sessão plenária, no outro dá cartão vermelho pra outro Senador, e agora me aparece de Cueca no Senado só pra agradar um programa de TV?

Vendo a decrepitude do Suplicy (que já vem de looooooooonga data, talvez desde a juventude) somada à libidinosa forma de ser da família do “relaxe e goza”, não me espanta que o Suplicy Filho (popularmente conhecido Supla) seja tão…, digamos, autêntico! Talvez ele, o Supla, seja o protótipo dessa sociedade Tupiniquim. Uma sociedade baseada em cuecas, Raps de péssimo gosto e em jargões do tipo: Relaxa e Goza!

É brincadeira. Esse país não quer mesmo ser levado a sério. Por isso é que os “gringos” não se cansam de “passar a mão na bunda” do Brasil! Êta “povinho” leniente!!!

E Pra quem tem como princípio o lema do relaxa e goza, essa história de passar a mão pode ser bem , bem perigosa…


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criado por Júnior Lima    13:51 — Arquivado em: CRÔNICA

11/10/09

RENATO RUSSO. OS BONS MORREM JOVENS!

Renato Manfredini Júnior (Renato Russo) nasceu no dia 27 de março de 1960 na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Líder e vocalista da Legião Urbana, Renato arrebatou milhões de fãs ao longo da história do grupo. Seu falecimento em 11 de outubro de 1996, por complicações relacionadas à AIDS, foi o fim da maior banda de Rock do Brasil de todos os tempos, mas serviu “apenas” para aumentar ainda mais a idolatria em torno do grupo.

A partir de sua morte, iniciou-se então um movimento assemelhado a uma verdadeira religião: A RELIGIÃO URBANA.

A voz de Renato e o legado da Legião continua a motivar uma geração inteira de jovens, crianças, homens e mulheres na busca por um modo de vida superior às ninharias da corrupção, da alienação social e da pobreza de espírito.

Poeta, cantor, “guru”, personalidade messiânica ou corruptor da juventude? O Adjetivo não importa, o que importa é que Ele, Renato, independemente de outras virtudes, vícios ou realizações, estará infinitamente inscrito no livro dos dias.

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, E QUE VOCÊ NUNCA VAI SER ALGUEM” … ou ainda que Renato Russo era um alcóolatra, um viciado. Realmente não se preocupe com isso, porque  a História é contada por aqueles que enforcam heróis.

Renato Vive!!!

Às vezes tudo fica tão difícil que a gente tem vontade de “sumir”. Mas eu gostaria de dizer pra quem está pensando nesse tipo de alternativa que É SEMPRE POSSÍVEL TENTAR A VIDA EM OUTRO LUGAR!!!Renato Russo.

E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamo
s.”

Click e Veja o Vídeo

criado por Júnior Lima    14:13 — Arquivado em: PESSOAL

09/10/09

“YES”, HE CAN!

Premio Nobel da “Esperança”…

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, foi laureado com o Nobel da Paz 2009. Há um ufanismo na comunidade global em torno do “Black boy” do Tio Sam. Ele merece?

Talvez sim, Tavez não…

Ele (ainda) não fez tudo o que se espera de um Nobel da Paz. Talvez não tenha tido tempo pra isso.

Ele, ao contrário de outros laureados, representa um outro ponto de vista tomado pela Academia de Oslo: O da esperança.

Obama está sendo laureado por que representa uma promessa, não um feito. Mesmo sua realização, chegar à Casabranca, é o símbolo dessa promessa: A promessa de mudança.

Obama é a esperança.

A trajetória de Martir Luther King, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá e do Dalai Lama, vencedores do prêmio, ou do próprio Mahatma Gandhi, que sequer venceu o Nobel, reduziriam a laureada história de Barack Obama a uma biografia comum.

O Prêmio desse ano, talvez, reflita a falta de compromisso do mundo com a Paz. Reflita, tambem, a falta de homens comprometidos com a Paz. Dá medo pensar nisso quando existem vários lunáticos construindo bombas atômicas no quintal de suas casas!

Em tempos tão tortuosos, em que a maré da paz não está pra peixe, Obama foi, digamos, um achado fortuito para a Academia de Oslo. Obama não é um mártir, nem é um santo, mas, talvez seja aquilo que o mundo (político) tenha, hoje, de melhor.

O prêmio tem um lado estratégico na diplomacia mundial. Pesará muito nos ombros de Obama e de cada cidadão norte-americano. Afinal, um presidente (e todo seu povo) laureado com a mais alta distinção  diiplomática da comunidade global deve continuar tolerando  a barbárie de guantânamo, o esbúlio no iraque e no Afeganistão?

Obama dará a resposta.

Does he can?

criado por Júnior Lima    15:14 — Arquivado em: CRÔNICA

02/10/09

OLIMPÍ”LULA”S 2016: VIDA INTELIGENTE NO PLANALTO…

Charles Darwin estava certo…

Tem muita gente que acha que o Lula é um analfabeto. Tem gente que acha que ele é apenas um fantoche de “gente inteligente” por trás do governo.

Mas hoje, por exemplo, não ví ninguem ditar o discurso que ele, o Lula, proferiu em Copenhague e com o qual, acreditem, trouxe a Olimpíada para o Brasil.

Tókio corria por fora. Madri tinha a Europa, a Europa tem estatus, muiiiiiiito estatus. Chicago tinha Obama. Obama tem os EUA, e quem tem os EUA tem o mundo.

Mas o Rio tinha Lula…

Se ele realmente é um  fantoche, uma marionete, e apenas dá voz à engenharia política dos gênios petistas, imagino que, se for assim, nosso presidente é, no mínimo, um excelente ator.

Deveriam dar o oscar pro Lula? Afinal, ninguem é capaz de interpretar como ele. Nenhum ignorante como ele (não é corneteiros de plantão?), consegue se passar por um gênio tão carismático.

A não ser que… Ele não seja esse político ignobil que a maldita tradição neoliberal teima em decantar.

Brasileiro, cuidado com o discurso elitista das pessoas que  achincalham, esnobam e ignoram o homem que deixou a vida pobre no interior do nordeste para conduzir seu país, de um modesto  papel  de eterna promessa, ao patamar de 5ª maior economia do mundo (projeção do BIRD para 2016).

Ignorantes são eles…

Não foi a herança maldita de FHC, não foi o Pelé, não foi nenhum esportista e nenhum marketeiro quem convenceu o mundo a dar este presente para o Brasil: Foi sim, o Presidente Lula.

Parabéns, Presidente, com o senhor (de novo), a esperança venceu o medo…

Publicações Associadas:

1- E o Elefante Branco Subiu no Telhado

2- Recado do Lula pro Obama

3- Autotutela no Congresso

criado por Júnior Lima    17:44 — Arquivado em: CRÔNICA

25/09/09

ESCOLA: ASSASSINA DE GERAÇÕES.

A Nova Geração

Outro dia, fui sabatinado por alunos de uma escola pública  que realizavam uma pesquisa encomendada por sua professora de História. O tema da pesquisa era o seguinte:

Qual o problema do Brasil?

O “objeto” da pesquisa, como se pode perceber, é deveras abrangente. Primeiro porque os problemas são múltiplos,  inúmeros e diversificados (talvez incontáveis). Segundo, porque isso depende da ótica com que analisamos o próprio sentido da palavra problema.

Para alguns, problema é não ter o que comer. Pra outros, problema é não ter escola pra estudar, ou trabalho pra se sustentar. Pra outros, problema é ser assaltado uma, duas, tres vezes na semana. Pra outros, ser assaltado uma vez só na vida já “basta”. Outros, porém, dirão que problema é o alto preço dos livros, ou o baixo valor do salário. Problema, no meu caso, é querer ir a Paris e só ter dinheiro pra ir à Baldim. Dirão, ainda, que o maior problema são as drogas, o narcotráfico. Mas tambem dirão que problema é não poder “dar um tapa num baseado”  em praça pública sem  ser importunado pela (chata) polícia.  Dirão que problema é a falta de Polícia.  Mas quando chega a Polícia , o problema é a própria Polícia.

Enfim, é tudo isso e mais um pouco. Obviamente que os alunos procuravam por respostas. Não por questionamentos. Eu, do alto da minha complexidade, incrivelmente, não os torturei com as tantas acepções da palavra problema. Porém, não pude deixar de notar que a tenra ideia que eles tinham sobre a questão posta, implicava dizer, de certa forma, que a solução do Brasil passava, necessariamente, pela identificação dos seus problemas.

Percebi, na expectativa de seus rostinhos juvenis, que a cada pergunta que eu respondia, (independente de sua profundidade científica) ficava a ideia de que eles poderiam, a partir dali, salvar o mundo. A folha de papel em que eles gravavam as resposta para o grande enígma brasileiro, afeiçoava-lhes um “achado”, uma chave para entrar e sair no mundo das soluções. Incrível, porque ate alunos daquela idade sabiam que problema se resolve com reflexão, ainda que a reflexão se resumisse àquela pesquisa.

Encarei a “entrevista” com um sentimento estranho, um misto de esperança e desilusão.

Esperança porque ví que aquela era mais uma geração de sonhadores, a próxima.

Desilusão, justamente porque aquela era, talvez, apenas “mais uma” dessas várias gerações que se sucederam ao longo dos anos com o mesmo sonho e as mesma perguntas sem respostas. Apenas a próxima vítima do comodismo, do sistema e da desilusão política.

Não me restou outra alternativa que não persuadí-los a não permitir que façam deles “mais uma” geração. Apenas mais uma.

Sugeri a eles que, antes de apresentar o resultado da pesquisa à professora, que retornassem à escola e entrevistassem a própria professora e a Diretora. Depois fossem à prefeitura e sabatinassem o prefeito municipal. Por óbvio, escolhi, “casualmente” (rss), duas ou tres despretensiosas perguntinhas que eles deveriam fazer à Professora, à Diretora e ao Prefeito.

À Professora: Por quê você nos ensina que Cristovão Colombo descobriu a América se os Vikings¹ estiveram aqui cinco séculos antes?

À Diretora: A Senhora imagina que a professora de história “acredita”, tadinha, que foi Colombo quem descobriu a América?

Ao Prefeito: O senhor tem conhecimento que nas várias escolas do seu município, distribuem-se livros com informações errôneas, dúbias e sem margem para a discussão, e que “seus” professores e Diretores “imaginam” que foi Colombo quem descobriu a América?

Por fim, disse a eles que a resposta para a grande pergunta (Qual é o problema do Brasil?) era a seguinte:

O Problema é que, embora já se saiba que não foi Colombo quem descobriu a América, é preciso reproduzir isso por que é assim que está nos livros. “E é muito difícil mudar  os livros”. Foi assim que a Professora aprendeu e é assim que ela deve ensinar.O Problema é que não é fácil distinguir entre um aluno e um livro. O Problema é que a Diretora mal sabe qual a diferença entre ela,  a professora , o aluno desinformado e um  livro em branco. O Problema é que o Prefeito, talvez, nem aluno foi. O problema é que tanto ele quanto a Diretora e a professora leram o mesmo livro, que ensinava que foi ele, Colombo, quem descobriu a América (realmente é muito difícil mudar os livros).

Com o mundo “dentro” dos cadernos, saíram todos satisfeitos em direção à Prefeitura e à Escola. Mal sabiam eles que, no máximo, ouviriam respostas do tipo: “Isso é matéria do ano que vem”, ou, “Ainda não é hora de aprender isso” (como se fosse necessário aprender errado primeiro). Lá iam eles, espécimes de uma geração prontinha para ser exterminada.

Nossas escolas são, em sua maioria, assassinas de ideias, de ideais. Transformam as grandes mentes do amanhã em pensadores mesquinhos e cheios de ranço.

Uma pena que estas “novas  páginas” da humanidade sejam  todas “apagadas” desde a primeira aula de história, de geografia, de matemática, de ciencias…

1- Os Vikings eram povos que habitaram a península da escandinávia,  de reconhecido hábito marítimo, eram grandes navegadores. Registros dão conta de que o navegador viking Leiv Eiriksson, teria chegado à América no ano 1000, cinco séculos antes de Colombo, segundo documentam as Sagas, escritos originais da atual Islândia que refletem a tradição oral viking.

criado por Júnior Lima    17:53 — Arquivado em: CRÔNICA
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